top of page

Descubra qual é o repelente ideal para manter o mosquito da dengue longe da sua pele

  • Foto do escritor: Denyze Nascimento
    Denyze Nascimento
  • 5 de fev. de 2016
  • 4 min de leitura


Dermatologista Dr. Bones F. Gonçalves Junior (CRM-GO 11543 )

Seja aerossol, gel, loção ou spray, os repelentes agem mascarando o odor da pele humana, que serve de atrativo para os mosquitos. Os produtos fazem com que os insetos fi- quem afastados. “Os repelentes usam substâncias que têm a capacidade de entupir os poros das antenas — que funcionam como nariz — dos mosquitos quando eles se aproximam. Como respiramos e transpiramos o tempo todo, não paramos de soltar cheiros que atraem os insetos. Com o insetífugo, parte desse mecanismo das antenas fica fora de ação. Desse modo, o inseto fica sem saber onde picar”, explica o dermatologista e membro da academia Americana de Dermatologia (AAD), Bones Ferreira Gonçalves Júnior.

Para combater as picadas dos insetos, há no mercado três tipos principais de repelente: os à base de Icaridina, DEET e IR 3535. A Icaridina na concentração de 20 a 25% é o repelente de maior permanência na pele, conferindo até 10 horas de duração contra os insetos. O repelente francês Exposis, produto que contêm Icaridina, está há bastante tempo, inclusive foi usado pelo exércitos da Alemanha da Áustria e da Suíça. O DEET, repelente mais comum e mais fácil de ser encontrado nas farmácias, é muito eficiente, mas sua duração depende da concentração do DEET no produto. Repelentes como OFF, Autan, Repelex, entre outros, contêm DEET. Repelentes à base de IR 3535, como Antimosquito Johnson’s, são indicados para bebês acima dos seis meses. Todos os outros repelentes só devem ser usados após os dois anos de idade por causa da toxicidade.

Depois da escolha do melhor produto, chega a hora da aplicação. "A ação dos repelentes se dá pelo “efeito nuvem”, ou seja, após a utilização, o insetífugo evapora e forma uma "nuvem” de aproximadamente quatro centímetros em volta da pele que repele o inseto. Assim, não é recomendado usar o repelente por baixo das roupas, mas por cima dos tecidos e apenas na pele exposta dos braços, colo, pernas e pés. Pelo mesmo motivo, o repelente é o último a ser aplicado na derme. Primeiro usa-se hidratantes, filtros solares e maquiagem. Após isso, usa-se o repelente por cima de tudo. Também é bom evitar aplicar o produto perto dos olhos, nariz e boca. Todos os repelentes podem irritar as mucosas”, alerta Bones.

Segundo o especialista, o inconveniente do produto é que ele precisa ser reaplicado diversas vezes, o que pode ocasionar intoxicação, visto que a superfície é extensa. "Não se deve aplicar sobre feridas na pele. Em caso de sprays, é necessário manter distância entre o frasco e o rosto. Caso contrário, o produto pode causar irritação no nariz, ardência nos olhos e tosse. No caso de bebês, como eles não podem usar repelente, uma boa opção é borrifar o produto no mosquiteiro do berço. Outro cuidado é não usar repelentes nas mãos das crianças pois elas podem passá-las nos olhos e na boca”, orienta Bones.

Mas além de ter cuidado em não usar repelentes nas mãos das crianças, é importante fi- car atendo à escolha do produto. “Não é todo repelente que pode ser usado nos pequenos. Além disso, o excesso pode irritar a pele e até causar problemas mais graves. Primeiramente é necessário saber que tipo de substância está sendo aplicada. A mais comum é a DEET, presente na maioria dos repelentes do mercado. Por ser tóxica, essa substância deve ser usada com cautela. Em crianças, por exemplo, a concentração não deve ultrapassar 10%”, explica o dermatologista.

Para as que têm de dois a 12 anos, é indicado aplicar com moderação. A concentração deve ser menor do que 10% e o produto só deve ser utilizado em áreas expostas do corpo. O ideal, de acordo com Bones, é usar ao entardecer, quando há maior circulação de mosquitos. É aconselhável também aplicar, no máximo, duas vezes ao dia. Após os 12 anos de idade, o indivíduo pode usar repelente comum para adultos, no máximo três vezes ao dia.

As gestantes devem ter cuidados redobrados na prevenção de infeções transmitidas por insetos como dengue e zika. Por isso é importante o uso de um repelente de insetos adequados. “A Icaridina seria a primeira escolha para a gestante pelo longo tempo de duração e proteção, sendo necessária apenas uma aplicação ao dia. O DEET e o IR 3535 também podem ser usados, porém, por apresentarem menor duração de proteção, precisam ser reaplicados ao longo do dia. Vale lembrar, ainda, que o mosquito da dengue/zika tem hábitos diurnos, então o uso do repelente deve priorizar este período”, afirma Bones.


Curiosidades sobre o Aedes Aegypti

Já se perguntou por que o Aedes Aegypti gosta tanto do sangue humano? Segundo pesquisadores, a resposta está na sulcatona, substância produzida pela pele humana. Antes desse estudo, o que se sabia é que os mosquitos sobreviviam muito bem apenas sugando o néctar das flores e o suco das frutas. Todavia, as fêmeas só conseguem produzir ovos ao consumirem nutrientes do sangue de outros animais e, por isso, são as únicas que picam. A priori, a fêmea do Aedes Aegypti não picava humanos, somente outros animais. Contudo, a partir do inseto que vive nas florestas da África, surgiu uma subespécie, essa prefere sangue humano.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page