Ensino visionário
- Denyze Nascimento

- 7 de dez. de 2015
- 4 min de leitura
Atualizado: 25 de jul. de 2023
Há seis anos, além de avaliar o conhecimento dos estudantes ao término do Ensino Médio, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também passou a ser usado em universidades públicas, privadas e institutos para selecionar novos discentes para o ensino superior em todo o Brasil, ou seja, o Enem tornou-se o principal vestibular do País. Pensando nisso, o Colégio Medicina, localizado em Goiânia, tem como prioridade preparar o aluno para esse exame. A colégio oferece um ambiente familiar, que assegura a serenidade necessária para que os vestibulandos tolerem com equilíbrio a pressão vivenciada no período pré-aprovação universitária.
“Procuramos construir um ambiente salutar dentro da instituição. Desse modo, quando um pai procurar o Colégio Medicina, sabe que vai encontrar um ambiente agradável, sem riscos e saudável”, diz o diretor do Colégio Medicina, Roberto Xingu. Um dos fatores fundamentais para esse panorama favorável é o sistema integral de ensino. “O aluno do integral sente-se em casa. Como ele praticamente mora aqui, tem liberdade com o professor, há espaços amplos para debates e conversas”, analisa o professor de matemática Dilermano de Arruda, conhecido como Manim.
A coordenadora pedagógica Michele Moraes corrobora: “temos muito sucesso no ensino integral e muita procura, porque o aluno realiza aqui conosco, em sala com o professor, aquilo que realizaria em casa. Com isso, observamos a melhora contínua no desempenho dele. Quem vem para o primeiro ano do Ensino Médio já começa a estabelecer a rotina de estudos, um estudo dirigido respaldado pelos professores e toda a Equipe Pedagógica. Com isso, o aluno chega em casa e descansa, não tem aquela rotina pesada, e o aprendizado ocorre naturalmente."
De acordo com Manim, algumas instituições implantaram uma metodologia que beira o terror. “Diversos colégios fazem muitas cobranças. Assim a juventude dos garotos se esvai. Observando essa situação, resolvemos criar uma escola com um modelo mais humano, sem perder o foco na qualidade de ensino. Os discentes são muito bem recebidos e tratados."
Com o sistema integral, no final de semana os alunos podem descansar e ter momentos de lazer. “Na nossa concepção, devolvemos o aluno para a família. Com isso, eles têm horário para almoçar, jantar, dormir e ir ao cinema, por exemplo, já que as tarefas estão todas feitas”, avalia Xingu. “A meu ver, o Colégio Medicina prepara os alunos para as aulas. Muitos chegam aqui despreparados, mas capacitamos para que possam acompanhar o ritmo dos colegas. Assim, as aulas fluem mais naturalmente.”
Apesar das tensões pré-universitárias, os alunos do Colégio Medicina sentem-se satisfeitos com a Instituição e convidam amigos de outras escolas para estudarem no local. “Não temos problemas com evasão escolar. Sou vizinho de alguns alunos e eles comentam que chamaram um colega para estudar aqui. Eles fazem isso porque estão adaptados à escola e acham tudo legal. Ao contrário do que possa parecer, apesar das exigências, o Colégio Medicina não deixa o aluno cansado e desgastado”, diz Manim.
Depoimentos
Douglas Borges Bueno, aluno do 1º Ano, diz que passar o dia todo na escola muda todo o sistema do aprendizado. “Mesmo que não seja uma pessoa muito estudiosa, acaba aprendendo mesmo ‘sem querer’. Os professores estão sempre em cima, você faz atividades sem perceber e vai aprendendo, não tem aquela obrigação de chegar em casa, abrir um livro e ter que estudar por conta própria. Temos apoio total todo o tempo que estamos no colégio”, destaca.
Para o aluno do 2º Ano, Heitor de Moraes, as aulas no Colégio têm surtido ótimos resultados. “Fiz o vestibular na PUC-GO e gostei do resultado. Todo o conteúdo que caiu na prova foi dado pelos professores em sala de aula. Os livros que os docentes pediram para ler também caíram, foi muito bom ver meu desempenho.”
Andressa Sthefany Silva, também do 1º Ano, aprova o incentivo à prática do vestibular ainda no primeiro ano do ensino. “Além de você estar treinando para, no terceiro ano, praticamente arrasar nos vestibulares, você vai ganhando mais conhecimento e experiência. Os professores são maravilhosos, os melhores que eu já tive”, garante.
Atividades extraclasse
Com esse horário de estudo intensivo e sempre com supervisão de um professor, é necessário que os alunos tenham atividades extraclasse para descontrair, o que, assegura Xingu, é também determinante para a boa memorização do conteúdo. “Entres estas ações, temos aulas de teatro, conversações de inglês, aulas de francês e xadrez. São algumas atividades que colocamos dentro da carga horária integral para o aluno quebrar um pouco a rotina de aula constante, para que não seja desgastante e ele não ultrapasse o seu limite”, declara.
O xadrez, no entanto, não está entre as atividades opcionais. O professor Manim explica o porquê do jogo fazer parte da grade curricular da escola: “O xadrez ajuda na concentração. O xadrez tem um efeito terapêutico, mantém a mente ligada, ativa, criativa, pensante e é um jogo. Na realidade, se a gente for analisar, o xadrez é uma ciência, mais que um jogo. Mas o aluno vê como um jogo, então é bem interessante porque ele mantém um poder de concentração e criatividade muito alto, mantém a mente ligada, mas está relaxando. O xadrez foi uma opção muito inteligente da escola”, reitera.
Outra vantagem do Colégio Medicina é o fato de estar em frente ao Centro de Treinamento do Goiás Esporte Clube, o que levou a um convênio entre as duas instituições. “Toda a estrutura do centro de treinamento pode ser utilizada pelos nossos alunos e isso se estende também à família, por meio de descontos firmados junto ao CT do Goiás, na parte de esporte. O esporte está incluído na grade curricular de nossos alunos e a família pode utilizar esse convênio para terem descontos em natação, vôlei e futebol”, diz Xingu.



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