O preço da gula
- Denyze Nascimento

- 6 de out. de 2016
- 2 min de leitura

Sabor e praticidade fazem da salsicha um embutido corriqueiro no prato do brasileiro. Está presente nas mais diferentes preparações do cotidiano, desde o famoso cachorro quente até o incremento necessário ao macarrão do dia a dia. Esse prazer, entretanto, cobra um alto custo. Segundo pesquisa da universidade de Cambridge, na Inglaterra, a cada salsicha consumida perde-se cerca de 15 minutos de expectativa de vida. Isso ocorre pois o processo de preparação desse alimento utiliza grande quantidade de sal e elementos tóxicos perniciosos à saúde.
A pesquisa
A salsicha, assim como carnes embutidas (salames, linguiças, presunto, bacon, dentre outros), são comidas altamente cancerosas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em estudo realizado por 22 especialistas de 10 países, durante 13 anos e que envolveu cerca de 500 mil europeus, esses alimentos aumentam em 18% o risco de desenvolvimento de câncer. A quantidade segura de consumo diário é de 50 gramas, o equivalente a duas fatias de bacon, quatro de presunto ou mortadela e uma salsicha. Acima disso, o risco de desenvolver a doença se eleva exponencialmente.
Todas essas iguarias estão classificadas no grupo 1 da Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (Iarc, sigla em inglês). Nesse mesmo patamar estão o tabaco, o álcool, e a radiação solar, elementos reconhecidamente cancerígenos. Durante o estudo, a carne vermelha, de forma geral, também apresentou índices preocupantes de associação ao câncer. Todavia, por falta de provas mais concretas, não foi classificada no mesmo patamar dos embutidos.
Os indícios apontam, porém, que o consumo deve ser moderado, o que vai na contra mão do aumento mundial da ingestão dessas carnes.
Riscos
Os principais cânceres desenvolvidos pelos consumidores contumazes de embutidos estão ligados ao reto e ao intestino grosso. A ingestão também pode gerar problemas cardiovasculares, além de óbito precoce. Os realçantes de sabor presentes nesses alimentos são altamente tóxicos e, em grandes quantidades, incorrem em aumento dessas doenças. O risco é mais agravado em pessoas sedentárias e idosas.
De acordo com os pesquisadores, o modo como esses alimentos são preparados não interferem no malefícios que causam. Não importa se outros hábitos funestos sejam reduzidos, como obesidade ou a ingestão de álcool e fumo, a continuidade de consumo de embutidos continua a elevar o risco de desenvolvimento de câncer. De toda forma, entretanto, o aparecimento de um câncer é multifatorial. A manutenção de hábitos salutares ainda é a melhor forma de auxiliar na prevenção dessa neoplasia.



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