Saiba como prevenir unhas encravadas
- Denyze Nascimento

- 23 de mai. de 2017
- 3 min de leitura

Pelo menos cinco em cada dez brasileiros devem ter enfrentado, pelo menos uma vez na vida, a dor latejante de uma unha encravada. Vermelhidão, inchaço e sensibilidade ao toque são alguns dos sintomas. Apesar da complexidade, é possível evitar esse mal-estar com atitudes simples no dia a dia.
Por ser uma inflamação comum, a unha encravada é constantemente negligenciada em seu diagnóstico e tratamento. Segundo o dermatologista Danilo Augusto Teixeira, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a penetração da unha na pele pode evoluir e formar um granuloma piogênico. “É a formação de uma carne esponjosa ao redor da unha que apresenta sangramento, calor no local e pus”.
No imaginário popular, diversos profissionais podem cuidar da saúde das unhas. Todavia, de acordo com o médico, somente o dermatologista está apto a realizar o trabalho. O especialista ressalta que por meio da aparência da unha é possível buscar indícios de “problemas renais, do fígado, da tireoide, dos pulmões, de falta de vitaminas e até mesmo cânceres, que somente um dermatologista saberá reconhecer e tratar”. Por esse motivo, logo que identificado alguma alteração na unha, é indicado buscar ajuda dermatológica.
Fatores de risco
Além de desconfortáveis, sapatos apertados ou de bico fino são verdadeiros vilões das unhas. O dermatologista acrescenta, ainda, que o jeito de cortar a unha também contribui para o surgimento e agravamento da unha encravada. “O corte errado, arredondamento dos cantos e corte até na base, dedos largos e afastados, pés planos e micose são outras condições que favorecem o surgimento do problema.” De acordo com o especialista, as micoses da unha aceleram o crescimento e aumento da curvatura, o que facilita a penetração da unha nos cantos do dedo causando inflamação.
Nem toda unha encravada é igual, existem na leitura médica três graus. “No 1, o paciente se queixa de dor quando tocamos na unha. No grau 2, além da dor, temos a presença de sangue ou de pus. No 3, há a presença do granuloma piogênico. Quanto maior o grau, maior a chance de infecção por bactérias, fungos e sangramentos”, revela o dermatologista.
A carne esponjosa que se forma na unha encravada é perigosa. O médico alerta
que a tentativa de leigos em retirar esta proliferação de tecido cicatricial pode causar sangramentos, infecções e cicatrizes inestéticas. “Diante do quadro de granuloma piogênico, é necessário procurar o dermatologista para tratamento adequado, que pode ser cirúrgico ou clínico.”
Tratamento
Para cada grau de intensidade da inflamação existe um tratamento específico. O especialista esclarece que casos simples podem ser revertidos com antibiótico ou anti-inflamatório tópico, colocação de algodão ou lâmina flexível entre a unha e a pele. Contudo, os casos graves pedem intervenção cirúrgica com recuperação estética e funcional da unha.
Prevenção
Atitudes simples e atenção no dia a dia podem prevenir o surgimento das unhas encravadas. Não se deve cortar a unha até o fim e o corte deve ser reto sem arredondar os cantos. Além disso, é preciso evitar retirar as cutículas, ainda mais se o indivíduo for diabético, pois as cutículas são barreiras naturais de proteção a ação de microrganismos e outras substâncias.
Outra medida é não usar sapatos apertados e de bico fino por muito tempo. A prevenção da micose evita o aparecimento de unha encravada. Por isso, é aconselhável o uso de cortadores de unhas próprios, e que possam ser esterilizados periodicamente com álcool 70%. Ademais, deve-se evitar andar descalço em ambiente úmidos, colocar palitos embaixo da unha e enxugar bem os pés entre os dedos. Outro segredo é trocar a meia todos os dias.



Comentários